DOS PARADOXOS
  Posto isso, vamos examinar alguns paradoxos. Antes, definindo-os como troca de identidade ou uma indefinição, mais precisamente, considerar a unidade como sendo um universal ou um ser uno, ou vice-versa entre eles...
  Iniciando pelo do Barbeiro:
  “Há em Sevilha um barbeiro que reúne as duas condições seguintes:
  - faz a barba a todas as pessoas de Sevilha que não fazem a barba a si próprias;
  - só faz a barba a quem não fizer a barba a si próprio.
  Certamente, mas não claramente, o leitor é induzido a tomar a unidade (barbeiro), como um ser uno parmenidiano, o uno-unidade, e não como uma unidade do universal sensível (uma manifestação diferenciada de barbeiros) do ser uno-unívoco...
  Tudo, na verdade, é um jogo de identidade. O que não se pode é trocar uma pela outra, porque daí cria-se uma impossibilidade; algo fora da lógica metafísica e que...
  Quando o cretense Epimênides afirmou que “todos os cretenses mentem”, sendo cretense, entende-se, então, que ele não estaria então falando a verdade.
  Deve-se perceber que afirmou isso dentro de uma linguagem que não deve ser identificada como silogística: existem muitas maneiras de se dizer a verdade. Todas podem ser lógicas...
  - "Classes são grupos de elementos semelhantes”:
  Antes de prosseguir com o paradoxo é necessário esclarecer:
  A premissa é que tudo é criação dentro do conceito de diferença e não de imperfeição, pois, todas as coisas realmente assim se revelam - algo fácil de se constatar. Ao afirmar que “o que é, é manifestação diferenciada no espaço-tempo”...

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