CONSIDERAÇÕES FINAIS
  Como vimos, identidade é a manifestação diferenciada de cada ser e individualidade, a formada no espaço/tempo, o que certamente vem a definir o ser com mais amplitude. A realidade como ordem inteligível não se revela na realidade primeira, a dos sentidos, mas naquela intuída pela razão, o que não significa que a realidade primeira...
XXX  Quanto à intuição intelectual, muitos filósofos, apesar de interpretações diferenciadas, concordaram como principal fonte de conhecimento, embora alguns não aceitassem que a luz natural estivesse presente, tanto no objeto intuído pelo intelecto como no percebido pelos sentidos. Em relação aos universais, acredito que se Platão e Aristóteles tivessem considerado que são seres reais sensíveis, talvez muitas querelas filosóficas já estivessem sanadas. Ao abstrair a realidade dos sentidos em função do conceito de uno-unidade parmenideano, Platão tornou todos os universais como sendo seres ideais e absolutos e ao fundamentar o princípio da razão no princípio de identidade “o que é, é”, Aristóteles abriu espaço para...
XXX   Considerando o Inteligível como o Ser Uno Absoluto, apresentar-se-á então como Um, e também, como uma manifestação - diferenciada - Dele próprio, sobretudo enquanto Criador de todas as coisas. Como tal, a conexão é feita através de sua Criação, o Universo, a revelar a perfeição de Seus Atributos como Ser Criador, porém, de seres diferenciados e não imperfeitos, mesmo porque são criações de um Ser Perfeito.
  Dentro dessas condições, longe estamos de um conceito panteísta de Deus. Então, quem seria o Inteligível Absoluto que cria todas as coisas de modo diferenciado? A Matéria, a Mente Universal, a Mônada, Deus, um Espírito, uma Mente Criadora, um Singular, o Criador, uma Substância, uma Essência? Precisamos escolher. Em qualquer coisa em que se acredite...
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